terça-feira, 13 de abril de 2021
domingo, 28 de março de 2021
[0730] Juergen Heinrich Maar oferece-nos um poema do seu livro "Poemas domésticos" - ed. Papa-Livro Florianópolis, Brasil, 2000
Vejo-te novamente na claridade de estio
Tão suavemente, tão novamente na idade
Do primeiro beijo que te vejo continuadamente
Na atordoada mente do primeiro amado,
Na toada ausente do amor calado
Hoje renovado, que consente, enquanto sente,
O ardor da flor, o amor presente
No primeiro beijo.
Materializo-te entre véus e veludo
Enquanto visualizo entre os céus o tudo
Que já me ofertaste quando despertaste
Na alma do amante mudo
Os horizontes abertos, certos sobretudo
Até hoje, quando o jovem regeneraste
Que te cingiu no primeiro abraço,
Que repousou a dor no teu regaço
Durante o primeiro abraço.
Reencontro-te à janela, ora mais bela
Que a figura singela que vela
Desde dias incontáveis meus sonhos de rei.
Que vela insondáveis, tristonhos, eu sei,
Todos os momentos, que aparte os tormentos
Que acompanham o afastamento;
Do reencontro renasce, tão mais bela
Porque mais perene a iluminura
Que segura perpetua entre minha mão e a tua
O doce êxtase do primeiro encontro.
O êxtase festivo da alegria pura
Do primeiro encontro.
sexta-feira, 12 de março de 2021
[0729] Ainda Luís Palma Gomes, quase nosso poeta residente
MAIS UM POEMA
Ao professor António Castro Caeiro
É só mais um poema.
Há tantos que não pode haver tantos que o sejam.
Então o que é? De onde chegam?
Qual a natureza desta embriaguez lúcida que me toma?
Onde mora o centro fértil desta harmonia?
Fora ou dentro?
Será um coito ou uma afirmação desabrigada da loucura?
Os pássaros respondem a todas estas perguntas.
Não os entendo, porém.
Talvez seja isso mesmo um poema,
uma tentativa mais para entender a fala dos anjos
ou dialeto interior dos pássaros que fomos ou seremos,
porque o presente não existe.
É um tempo demasiado puro e escasso
para a imperfeição dos sentidos.
Onde ia eu? Ah, sim, o poema...
Dizia então que o poema não é o que parece ser,
porque nunca havemos de chegar à essência das coisas.
É o que a ciência dos computadores chama de firewall humana.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021
[0728] Luís Palma Gomes, de novo, com aroma de Lorca
A RAIANA E O BÚFALO
Vem montar o búfalo
que espera por ti junto da raia.
Ele levar-te-á às doidas terras de Espanha
onde comprarás um chapéu azul
e um casaco estampado de junquilhos brancos.
Lento, ele atravessará os morros barrentos,
perfumados de alecrim e rosmaninho.
E sobre o seu lombo, teus pés de princesa,
vestindo chinelos de seda carmesim,
roçarão as ervas do caminho
refrescadas pela brisa que cai
das asas das borboletas.
Vem ao encontro da besta
que te faz poemas patetas,
como todos os poemas, enfim.
Ele contar-te-á histórias
até que a noite chegue com o seu manto de galáxias
e rumor de novenas.
Vem, raiana, vem.
Não ouves? Já tocam os sinos da aldeia,
anunciando aos pássaros a vossa boda bestial.
E pela Rua do Forno, o senhor padre desliza
sobre os passos curtos que a batina permite
seguido de um bando de andorinhas que sabe cantar em latim.
Atrás dele, vindas dos campos em redor como bacantes,
mulheres rufam os seus adufes contra Castela.
E no fim da procissão um cão, irmão dos ciganos, ladra porque sim apenas.
Vem, raiana, vem
antes que seja tarde,
antes que o rio cresça, os junquilhos murchem,
as borboletas morram, as andorinhas migrem
e o cão dos ciganos faleça de esgana atrás da última oliveira da devesa.
O búfalo espera por ti.
E mesmo que não venhas,
diz-lhe que virás, raiana.
Ele precisa de ver a esperança
nos teus olhos verde-esmeralda
refletidos sobre a tua pele
cor de marfim e âmbar.
terça-feira, 26 de janeiro de 2021
[0727] Luís Palma Gomes, poema novo, em oferta ao IM
MAU TEMPO
Por enquanto, a gata naufraga num refugo de Sol. Insolente, desperdiça a vida, vivendo-a. Saberá ela que tem sete?
Uma cerca de nuvens conspira a restauração da sombra. O vento ladra nas persianas. Os pássaros leram nas folhas dos ulmeiros a tempestade. E partiram aos bandos para o azul mais alto que há nos primeiros quadros de um pintor esquecido.
Quando pressentes a noite ao meio-dia, já sabes, que é inverno. E mesmo que, em pijama, te banhes numa caneca de chá e te seques depois na margem dos biscoitos, o mau tempo recorda-te que és carbónico e pouco mais do que isso.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2021
[0726] Na passagem do 1.º aniversário da morte do Nuno Rebocho
Passou no dia 12 o primeiro aniversário do falecimento do poeta, escritor, jornalista, radialista e conselheiro autárquico Nuno Rebocho (1945-2020), a quem a Ribeira Grande de Santiago (Cidade Velha), Cabo Verde tanto deve. Honra seja feita à memória do nosso amigo e amigo da cidade-berço de Cabo Verde. Ver AQUI a sua biografia.
Fundámos ambos este blogue e o seu "irmão" Contos da Tinta Permanente, hoje com o título mais abrangente de Textos da Tinta Permanente (ver AQUI), dedicado a poesia. Foi uma convivência longa e de grande camaradagem, com a poesia, a prosa e o amor mútuo por Cabo Verde em fundo.
Estejas onde estiveres, Nuno, recebe um grande abraço deste teu amigo de escritas e morabeza.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2021
[0724] Miguel Ángel Gómez Naharro (Naharro) cantautor da Extremadura espanhola, lançou novo disco (ver post seguinte, 0725, com filme e comentário)
| Concerto em Lisboa, em 15.3.2018 |
O outro disco, "Água fresca", é composto por 10 canções da autoría exclusiva do Miguel Ángel.
Em ambos, Naharro conta com músicos de elevado nivel que souberam dar o som que ele buscava para esta nova proposta musical. Sáo eles Pepe Burgos, o maestro José Carita (Portugal), Juan Chino Flores, Manu Clavijo, Gustavo Hortoneda, Jordi Mª Macaya, Ángel Morilla, Juan Luis Sánchez e Juan Vargas.
A capa de “18 poetas contemporáneas con música de Naharro” foi realizada pela ilustradora Raquel Gu e a de “Agua fresca” é obra do desenhador e caricaturista Kap.
Miguel Ángel produziu em 1992 o seu primeiro LP em vinil, "Paseo literario por Extremadura", recolha de coplas tradicionais da sua província, Campo Arañuelo, revitalizando o "romance da serrana de La Vera" e musicalizando trabalhos dos poetas extremenhos Bartolomé Torres Naharro, Juan Meléndez Valdés, José de Espronceda, Carolina Coronado, Luis Chamizo, Jesús Delgado Valhondo, Manuel Pacheco e Pablo Guerrero.
Em 1995 gravou o CD "Paseo hispánico (Poetas XII-XX)". Este álbum foi uma resenha sinfónica das línguas vernáculas da Península Ibérica, através de poetas como Gonzalo de Berceo, Ramon Llull, Ausias March, Luís de Camões, Luis de Góngora, Francisco de Quevedo, Pedro Calderón de la Barca, Francisco de Quirós, Juan Ramón Jiménez, Federico García Lorca, Salvador Espriu, Gabriel Aresti e Celso Emilio Ferreiro. Também incluía 'Naturaleza (Durmil a rucíu)', um poema anónimo escrito na 'fala de Xálima', que foi usado pela primeira vez numa gravação musical e é típico de Eljas, Valverde del Fresno e San Martín de Trevejo, cidades do noroeste da província de Cáceres.
No verão de 2001 lançou o CD "Vida" em que fez covers de romances tradicionais como Giraldo, Gerineldo e Valdovinos e juntou-lhes a canção infantil "La chaquetía" e a combinação de bulería e verdial, "Y que cante". Também incluiu "Palabras para Julia" de Paco Ibáñez e "Gracias a la vida" de Violeta Parra, e musicou dois poemas de José Miguel Santiago Castelo e Antonio Gómez. Por fim, apresentou quatro canções próprias com temas diversos: Uma piscadela para os deficientes ('Igual'), um simbolismo sobre os migrantes, ('Na estação Atocha'), um exemplo de emoção ('Amor sem fim') e Raio X da juventude do momento ('Brave rebentos de relva').
Em 2004 publicou o CD “Canciones Lusitanas” em que musicou trabalhos de poetas de Portugal e Extremadura como Fernando Pessoa, Florbela Espanca, Nicolau Saião, Luís Filipe Maçarico, Ruy Ventura, Gabriel e Galán, Rafael Rufino Félix Morillón, José Miguel Santiago Castelo e Álvaro Valverde.
Em 2006 publicou sua quinta gravação, o livro-CD "Canciones Guerrilleras". Aqui realiza, auxiliado por peças notáveis, uma revisão histórica de canções que se opõem aos diferentes totalitarismos do século XX: 'Ay Carmela!'; 'Bella ciao'; 'Le chant des Partisans', de Druon, Kessel e Marly; 'Al vent' de Raimon; 'Grândola vila morena' de José Afonso; 'A jugs' de Pablo Guerrero; 'A galopar' de Rafael Alberti e Paco Ibáñez; 'Alfonsina y el mar' de Luna y Ramírez; 'Cancioneta' de León Felipe e Luis Pastor e 'Al alba' de Aute. Assim, completou um bom naipe de hinos revolucionários.
Em 2010, a Assembleia da Extremadura publicou o livro-disco "Gómez Naharro. Antologia". O livro, de 129 páginas, contou com uma apresentação literária e colectiva das peças, feita por colegas e amigos de Naharro, que incluiu um CD com 23 canções.
Em 2015 publicou “The essential Naharro”, que era uma resenha das canções até então publicadas, assim como outras canções não registadas que também faziam parte de seu repertório.
Miguel Ángel já actuou por várias vezes em Portugal, nomeadamente em Vila Viçosa, Portimão, Seixal, Porto (Espaço Mira Fórum e Bar Gato Vadio, em dois dias consecutivos), Carviçais e Lisboa.
No corrente ano de 2020, apesar das dificuldades que estamos passando, conseguiu editar este CD duplo que pode ser adquirido escrevendo para o email:
cantautaria2018@gmail.com
terça-feira, 29 de dezembro de 2020
[0723] Carlota de Barros oferece-nos mais um poema, desta feita sobre os tempos de chumbo de hoje e uma nova esperança
À transparência de um pôr-do-sol dourado
que avisto neste momento da minha janela
embalada que me sinto pelo brilho de um sonho
de gestos fantasiados em jardins maravilhosos
a minha alma exulta e inventa novas maneiras
de enfrentar o real em que continuo a sentir-me
náufraga de um navio sem rumo
Numa procura incessante de novos gestos redentores
sinto o coração suspenso enquanto o desconhecido cresce
alucinado enchendo o ar de incertezas e de tormento
Nessa busca contínua a minha alma vai subindo com o vento
procurando novos caminhos novos sonhos um jardim novo
que chegará mesmo que na agitação das horas dos dias
das ondas do mar dos corações suspensos e das almas
que vivem hoje solitárias amedrontadas sem sonhos
Mas hoje chegou o sonho de todos em carros escoltados de alegria e emoção
e as almas de inquietos gestos pálidas de medo no vazio da solidão
baloiçam agora de alegria com o vento e as aves do céu pelas planícies
onde o sol brilha dourando o ar como um poema de amor consentido
Um novo jardim lírios azuis rosas amarelas novos sonhos escorrendo
como a luz da Esperança que agora navega por mares de ondas mais calmas
enquanto as almas com gestos claros e serenos dançam com delícia
sua imensa alegria agitando os espaços em silêncio de regresso à claridade
Carlota de Barros
Lisboa, 27 de Novembro de 2020
segunda-feira, 28 de dezembro de 2020
[0722] Poema da poetisa cabo-verdiana Carlota de Barros dedicado ao seu patrício Teobaldo Virgínio
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| Carlota de Barros |
POEMA SAGRADO
(ao poeta e amigo Teobaldo Virgínio)
A luz branca
que se
desprende
das violetas
abriga
um segredo
a borboleta
orando pela nuvem
faz emergir
o poema da
verdade sagrada
também ela sagrada – a borboleta
o poema sagrado
abandona a gaveta excêntrica
do poeta
caminhando
pela nuvem
sem encontrar poiso
sábado, 12 de dezembro de 2020
[0721] Luís Palma Gomes oferece-nos um lagarto vistosamente emplumado
A PLUMA
"E como voam os pássaros?",
perguntas.
Se as pontas enquistadas
dos teus dedos
afagassem com volúpia
a primeira pluma do lagarto,
saberias.
[0720] Ricardo Jorge Claudino regressa ao nosso convívio com mais um belo poema, "saudosamente" rural
ALDEIA
Vinte e cinco casas
três ruas
duas travessas
o largo da igreja
o sino que toca, de hora em hora,
descansa na madrugada silenciosa.
Há sons que caminham
pelas estradas não alcatroadas,
de terra batida, de calçada.
O eco desafia a velocidade do som
e repete-se, repete-se, repete-se
até que as velhinhas entendam
à segunda ou à terceira vez
a vida citadina dos seus filhos
que o sonho desfez.
Aqui o céu está mais perto da terra — Tão perto, que a nossa voz se perde
por tão longe que quisemos ser.
terça-feira, 10 de novembro de 2020
[0719] Luís Palma Gomes, uma estreia no Ibn Mucana que muito nos honra
PÁSCOA PREMATURA
Também
não vos quero antecipar
o prazer de ouvir o riso dos pássaros
quando entram nas novas folhagens.
Essas palavras
poderiam por acaso levar-vos a renascer
fora do tempo
sem que tenhais
ainda dado os necessários passos da paixão.
domingo, 8 de novembro de 2020
[0718] Dennis Ávila Vargas, uma voz da América latina
Dennis Ávila Vargas
Nasceu em Tegucigalpa, Honduras, em 1981. Desde 2017 possui também a nacionalidade costa-riquense, do país onde vive. Uma seleção de seus primeiros livros de poesia está reunida na "Antologia de Geometria Elementar" (Casa de Poesía, Costa Rica, 2014). Em 2016, as Ediciones Perro Azul (Costa Rica) publicaram "La infancia", republicado na Editorial La Chifurnia (El Salvador), nas Ediciones Trábalis (Porto Rico) e em Amargord (Espanha). Em 2017, Amargord publicou "American Clothes", republicado na Puertabierta Editores (México), e traduzido para o árabe do poeta Fakhry Ratrout (Al’aan Ediciones, Jordan, 2019). No ano de 2019, Amargord publicou "Historia de la sed". O seu livro "Os excessos millennials" foi o vencedor do Prémio Internacional de Poesia "Pilar Fernández Labrador" (2020), com sede em Salamanca, Espanha.
O blogue Ibn Mucana agradece ao poeta peruano Alfredo Pérez Alencart e professor de Direito do Trabalho na Universidade de Salamanca o simpático envio destes materiais.
VENTO
Pondera lento um caracol no meio da selva,
dá refúgio ao motor do beija-flor
e às pedras que principiam o fogo.
Rebeldia de neurónio, cabelos soltos,
inércia de redemoinho;
vigília e espinha dorsal.
Sua força é todos os lugares,
realiza análises, amola nomes,
escreve escamas pela superfície do lago.
Qualquer forma de vida é irrepetível,
e, soprando-se pelos terrenos baldios,
conquista rios que nascem duas vezes.
Somos uma tela sem esquinas,
carregamos nos ombros os olhares do vento.
POUSOS FORÇADOS
Dos aviões
dá para ver os rios que morreram antes de nascer.
Dos aviões,
palavras como estalactites,
incapazes de finalizar uma oração
neste mundo povoado de cavernas.
Dos aviões,
um estranho paralelo:
ver o mar em sua amplidão e não poder escutá-lo.
Dos aviões, um mayday
na altura dos fins
que justificam os medos.
Até no ar, a desigualdade:
uma cortina que separa
a primeira classe do resto
até o último dos dias.
quinta-feira, 22 de outubro de 2020
[0717] Poema de Ricardo Jorge Claudino, poeta português, algarvio e alentejano
SER CASA
Tenho duas casas paralelas
aconchegando-me em tempos paralelos;
é como se uma estivesse abraçando o céu
e a outra beijando raízes profundas na terra.
Na linha ténue desenhada pelo horizonte
quase que ambas se tocam, mas o quase
é algo que não chegou a ser; é a miragem
que relança questões para além do incerto.
Bem sei que sou a perpendicularidade
entre cada uma delas. Por isso fecho os olhos,
estendo os braços, e com uma casa de cada lado
deixo que os caminhos sejam traçados
nas linhas escritas por cada passo,
por cada enlace e por cada momento.
terça-feira, 20 de outubro de 2020
[0716] De Cascavel, Brasil, Tere Tavares revisita-nos com mais dois poemas/prosa
Moça com brinco de pérola. Em meio à escuridão os
lenços atados à cabeça envolvem tua ternura talvez o
teu receio. Creio ao ver a verdade límpida colorindo os
teus olhos [oleira da joia que te evidencia o rosto] que
nasceste para eternizar a beleza.
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| "Rapariga com brinco de perola" - Johannes Vermeer, c. 1665 |
Os livros devem ser partilhados para que não se tornem um
anel fatal numa única mão. Os poemas são delírios que
acendem retalhos para a alma. A palavra se redimensiona, se
reafirma quando a emitimos e pode ganhar qualquer outro
sentido, a metáfora inversa. Mas isso é do outro. Não de
quem escreve. A expressão prescinde das explicações.
Somente existe e acontece a partir da magia artística da
enormidade chamada Literatura.
sexta-feira, 2 de outubro de 2020
[0715] "A cor do tempo", livro de Ricardo Jorge Claudino – ou o tempo como cor e objecto de memórias - Prémio de Poesia da editora Cordel d'Prata 2020
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| O prémio foi atribuído em 10.10.2020 |
![]() |
| Ricardo Jorge Claudino |
sábado, 12 de setembro de 2020
[0714] Sessão de autógrafos de Ricardo Jorge Claudino na Feira do Livro de Lisboa (Pavilhão B31, 13 de Setembro, 14h00) - "A Cor do Tempo"
segunda-feira, 31 de agosto de 2020
sexta-feira, 28 de agosto de 2020
[0712] Dos "Poemas Alemães" de Teresa Balté, republicamos hoje "Idílio berlinense"
![]() |
| Teresa Balté |
IDÍLIO BERLINENSE
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| Berlim - Pormenor escultórico da fonte Lebensalter (Idades da Vida), Wittembergplatz (Foto Joaquim Saial) |




































