Moça com brinco de pérola. Em meio à escuridão os
lenços atados à cabeça envolvem tua ternura talvez o
teu receio. Creio ao ver a verdade límpida colorindo os
teus olhos [oleira da joia que te evidencia o rosto] que
nasceste para eternizar a beleza.
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"Rapariga com brinco de perola" - Johannes Vermeer, c. 1665 |
Os livros devem ser partilhados para que não se tornem um
anel fatal numa única mão. Os poemas são delírios que
acendem retalhos para a alma. A palavra se redimensiona, se
reafirma quando a emitimos e pode ganhar qualquer outro
sentido, a metáfora inversa. Mas isso é do outro. Não de
quem escreve. A expressão prescinde das explicações.
Somente existe e acontece a partir da magia artística da
enormidade chamada Literatura.
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